NG 2 - Complexidade e Mudança
NG2 - DR1 - Aprendizagens ao longo da vida
Competência e Critérios de evidência
Contextualizar situações e problemas da vida quotidiana e integrar as suas diferentes dimensões.
Competência e Critérios de evidência
Contextualizar situações e problemas da vida quotidiana e integrar as suas diferentes dimensões.
1. Sou capaz de identificar situações de conflito e distinguir posições em confronto?
2. Sou capaz de organizar informação diversa face a uma dada realidade, isto é, perante um determinado problema, qual foi a informação que adquiri para poder solucioná-lo?
3. Sou capaz de interagir com diferentes actores em contexto privado, de forma a poder resolvê-los?
Texto Nº 1
O que é um conflito, quando e como surge?
O conflito surge quando há a necessidade de escolher entre situações difíceis de conciliar. Trata-se, portanto, de um choque de motivos ou de informações díspares, de uma competição entre pessoas, forças ou ideias. Esta oposição ocorre quando existem perspectivas, interesses ou objectivos diferentes face a pessoas, objectos ou opiniões. No entanto, também podem existir conflitos gerados por interesses iguais. A estas situações podemos chamar de concorrência ou competição e são inúmeros os exemplos que podemos apresentar: filas na cantina, disputas por heranças, concorrência no trabalho, conflitos em divórcios pela custódia dos filhos, disputa do melhor lugar para estacionar o automóvel. Daí a necessidade de criar entidades reguladoras (tribunais por exemplo) para estes casos.
Podemos falar em conflito externo quando um sujeito entra em conflito com outro sujeito ou com qualquer entidade externa. Por contraste, o conflito é interno ou psicológico quando um sujeito entra em conflito consigo próprio; por exemplo quando está face a dilemas, dualidades da mente, dúvidas, arrependimentos ou decisões difíceis.
Podemos classificar os conflitos consoante o tipo de entidade em causa: há conflitos morais (entre valores morais e correntes éticas antagónicas, como a moral fundamentada na emoção versus moral baseada na razão), conflitos transcendentais (com o destino ou alguma entidade do plano divino), conflitos sociais (com a sociedade ou elementos da sociedade), combates ideológicos (entre filosofias de vida, ideias, perspectivas, visões do mundo), entre outros.
O conflito surge quando há a necessidade de escolher entre situações difíceis de conciliar. Trata-se, portanto, de um choque de motivos ou de informações díspares, de uma competição entre pessoas, forças ou ideias. Esta oposição ocorre quando existem perspectivas, interesses ou objectivos diferentes face a pessoas, objectos ou opiniões. No entanto, também podem existir conflitos gerados por interesses iguais. A estas situações podemos chamar de concorrência ou competição e são inúmeros os exemplos que podemos apresentar: filas na cantina, disputas por heranças, concorrência no trabalho, conflitos em divórcios pela custódia dos filhos, disputa do melhor lugar para estacionar o automóvel. Daí a necessidade de criar entidades reguladoras (tribunais por exemplo) para estes casos.
Podemos falar em conflito externo quando um sujeito entra em conflito com outro sujeito ou com qualquer entidade externa. Por contraste, o conflito é interno ou psicológico quando um sujeito entra em conflito consigo próprio; por exemplo quando está face a dilemas, dualidades da mente, dúvidas, arrependimentos ou decisões difíceis.
Podemos classificar os conflitos consoante o tipo de entidade em causa: há conflitos morais (entre valores morais e correntes éticas antagónicas, como a moral fundamentada na emoção versus moral baseada na razão), conflitos transcendentais (com o destino ou alguma entidade do plano divino), conflitos sociais (com a sociedade ou elementos da sociedade), combates ideológicos (entre filosofias de vida, ideias, perspectivas, visões do mundo), entre outros.
Preparado em 26-07-2008 por adulto/candidato – cont@cto
Texto Nº2
LIBERDADE, RISCO E CIDADANIA
A sociedade pós-industrial assenta num conjunto impressionante de mudanças, que transformaram radicalmente as condições da vida humana. No entanto, esta transformação nao fez desaparecer os sentimentos de insegurança, nem as incertezas quanto ao futuro.
As dificuldades presentes da vida familiar constituem, provavelmente, uma fase transitória, inevitavel e necessaria ao estabelecimento de novos compromissos entre os interesses individuais e os interesses de grupo. Resulta no entanto claro que as solidariedades familiares se restringirão cada vez mais ao dominio, evidentemente crucial, das trocas afectivas.
Os protagonistas das mudanças neste últimos 30 anos tem sido fundamentalmente os jovens e as mulheres. Nao se pode dizer que quer o Estado quer a sociedade civil tenham sido capazes de apoiar o sentido dessas mudanças.
Assim, apesar de todos progressos sociais conseguidos, grande parte da conflitualidade que marca a vida familiar e social tem a sua origem na deficiente integração social, com estatuto pleno, das mulheres e no cada vez mais dificil acesso dos jovens a vida adulta.
A perda de funções da familia e as suas crescentes dificuldades na gestão do destino social dos seus membros coloca o Estado e a sociedade civil perante novas e mais exigentes obrigações. Em particular, parece-me ser cada mais imperioso que o Estado assuma plenamente a obrigação de promover politicas de educação, formação e emprego eficazes, no sentido de se prepararem convenientemente os jovens para o dificil exercicio da sua autonomia plena. E que promova politicas sociais e familiares adequadas a compatibilização entre as responsabilidades matemais e parentais das mulheres e a sua legitima aspiração a um estatuto de plena cidadania.
A sociedade pós-industrial assenta num conjunto impressionante de mudanças, que transformaram radicalmente as condições da vida humana. No entanto, esta transformação nao fez desaparecer os sentimentos de insegurança, nem as incertezas quanto ao futuro.
As dificuldades presentes da vida familiar constituem, provavelmente, uma fase transitória, inevitavel e necessaria ao estabelecimento de novos compromissos entre os interesses individuais e os interesses de grupo. Resulta no entanto claro que as solidariedades familiares se restringirão cada vez mais ao dominio, evidentemente crucial, das trocas afectivas.
Os protagonistas das mudanças neste últimos 30 anos tem sido fundamentalmente os jovens e as mulheres. Nao se pode dizer que quer o Estado quer a sociedade civil tenham sido capazes de apoiar o sentido dessas mudanças.
Assim, apesar de todos progressos sociais conseguidos, grande parte da conflitualidade que marca a vida familiar e social tem a sua origem na deficiente integração social, com estatuto pleno, das mulheres e no cada vez mais dificil acesso dos jovens a vida adulta.
A perda de funções da familia e as suas crescentes dificuldades na gestão do destino social dos seus membros coloca o Estado e a sociedade civil perante novas e mais exigentes obrigações. Em particular, parece-me ser cada mais imperioso que o Estado assuma plenamente a obrigação de promover politicas de educação, formação e emprego eficazes, no sentido de se prepararem convenientemente os jovens para o dificil exercicio da sua autonomia plena. E que promova politicas sociais e familiares adequadas a compatibilização entre as responsabilidades matemais e parentais das mulheres e a sua legitima aspiração a um estatuto de plena cidadania.
Preparado em 26-07-2008 por adulto/candidato – cont@cto
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